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Acampamento dos Solteiros
(Dias 19, 20 e 21 de abril de 2008)
Evarista Campos

Sempre gostei da expressão que afirma “A união faz a força”, mas nesse acampamento pude ver que a união gera muito mais do que simplesmente força, produz também gratidão, alegria, certeza de que não estamos sós, companheirismo, aprofundamento nos relacionamentos, e tantas outras coisas.
Desde a saída rumo a nossa aventura, no sábado, estávamos cheios de expectativas... A viagem foi agradabilíssima e chegamos lá por volta das 15h, mas o que de fato encheu nossos corações de entusiasmo foi ver cada irmão e irmã ajudando, dando o melhor de si para preparar o local onde ficaríamos acampados perto da margem do rio: uns capinavam, outros cortavam os galhos que fechavam o local, outros retiravam os matos e galhos cortados, outros recolhiam lenha pra fogueira, outros preparavam a tenda onde seria a cozinha, alguns montavam as barracas para que os irmãos que estavam executando outras tarefas não ficassem sobrecarregados, tendo depois de tanto trabalho, ainda que montar suas próprias, ainda outros preparavam o jantar, outros serviam água para todos, pois o sol estava escaldante e o calor era imenso.
Enfim, todos sem solicitação e sem receber nenhuma determinação expressa de qual tarefa deviam executar, se voluntariavam cheios de alegria, fazendo não apenas a tarefa que sabiam ou que queriam executar, mas a que precisava ser feita. Era como uma grande orquestra onde todos os instrumentos eram igualmente importantes e todos os instrumentistas igualmente necessários para que houvesse uma perfeita sinfonia.
Acredito que naquele momento o Maestro Todo Poderoso que regia-nos estava tão orgulhoso quanto um pai ao ver seu filho desempenhar uma ação fabulosa. Lembrei-me da Escritura que diz: “Da multidão dos que creram, uma era a mente e um o coração. Ninguém considerava unicamente sua coisa alguma que possuísse, mas compartilhavam tudo o que tinham” (Atos 4:32).
E nesse clima começamos nosso acampamento, que a cada hora tornava-se mais aprazível possibilitando-nos o conhecimento uns dos outros e a ajuda mutua.
À noite, sob a luz da brilhante lua cheia, ficamos ao redor da fogueira onde cantamos ao som do violão, louvando a Deus, contando “causos”, fizemos até sarau com direito a danças coreografadas com a interação de todo o grupo, aproveitamos ao máximo o que cada um tinha para dar de si.
Nos momentos que passamos ali, usufruímos das virtudes e talentos que Deus deu a cada um: A servidão do Wesley, que levou no carro uma “casa portátil” (com tudo o que precisaríamos); O cuidado da Alessandra e Sabrina, que providenciaram todo o alimento e cardápio que consumiríamos (ou não, hehehehe); A postura de liderança do Romilton e David com devocionais e aulas espirituais e do Thiago e Nilson com as canções de louvor ao nosso Deus; A pescaria do Marcelo e Valdinei, que fizeram à alegria do Romilton (mesmo com tudo de bom que houve, ele – Romilton – sairia frustrado se não pescássemos pelo menos um peixe); A ajuda da Tiana e Fernanda, que sozinhas montaram todas as barracas; A hospitalidade dos pais do Urley (Abinélio e Fátima), que nos receberam tão alegremente; O zelo do Urley e Lourdes, que estavam sempre presentes, nos auxiliando; A servidão e ajuda da Núbia, Laryssa e de todas as mulheres que lavaram todas as louças e limparam o local antes da volta pra casa. Todos executaram múltiplas funções e tarefas e com cada uma delas glorificavam ao Criador.
E, além disso tudo, havia o rio, nele passamos horas banhando e relembrando todas as façanhas desde que nos tornamos discípulos, também as orações em duplas, em todos os lugares havia duplas de irmãos orando juntos e tendo “tempos espirituais”, estávamos alegres por podermos aproveitar juntos aqueles momentos: A lua cheia que à noite prateava o rio, a fartura de comida, havia tanta comida, especialmente pão, que nos víamos quase obrigados a comer o tempo todo.
E ainda a compaixão que todos sentiam por Rald e Olga que não puderam estar lá por motivos de doença, pela Karla e Nelce também ausentes, nos levou a decidir que em breve faremos outro acampamento para que eles também possam se alegrar conosco.
Outro fato que merece ser mencionado, é que embora cada um tivesse ficado responsável por preparar e servir uma refeição, este jamais conseguiu preparar sozinho, pois sempre outro irmão se oferecia voluntariamente para ajudar, meu coração jubilava, e me trazia à mente mais uma Escritura: “Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos. Cada um cuide não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros” (Fp. 2:3-4).
O propósito inicial do acampamento era aventura, mas depois mudou para a prática da união e a construção de relacionamentos mais fortes, baseados na Bíblia, imitando o amor e a dedicação dos primeiros cristãos. Durante estes três dias vimos o quanto isso nos fortaleceu como irmãos. Agora, depois de voltarmos, não tenho dúvidas do quanto foi edificante e de como o propósito foi alcançado.
Que toda a glória seja dada ao Senhor dos Senhores. Amém.
(Por Evarista Campos).

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