Sempre gostei da expressão que afirma “A união faz a força”, mas nesse
acampamento pude ver que a união gera muito mais do que simplesmente força, produz
também gratidão, alegria, certeza de que não estamos sós, companheirismo,
aprofundamento nos relacionamentos, e tantas outras coisas.
Desde a saída rumo a nossa aventura, no sábado, estávamos cheios de expectativas...
A viagem foi agradabilíssima e chegamos lá por volta das 15h, mas o que de fato
encheu nossos corações de entusiasmo foi ver cada irmão e irmã ajudando, dando o
melhor de si para preparar o local onde ficaríamos acampados perto da margem do rio:
uns capinavam, outros cortavam os galhos que fechavam o local, outros retiravam os
matos e galhos cortados, outros recolhiam lenha pra fogueira, outros preparavam a
tenda onde seria a cozinha, alguns montavam as barracas para que os irmãos que
estavam executando outras tarefas não ficassem sobrecarregados, tendo depois de
tanto trabalho, ainda que montar suas próprias, ainda outros preparavam o jantar,
outros serviam água para todos, pois o sol estava escaldante e o calor era imenso.
Enfim, todos sem solicitação e sem receber nenhuma determinação expressa de qual
tarefa deviam executar, se voluntariavam cheios de alegria, fazendo não apenas a
tarefa que sabiam ou que queriam executar, mas a que precisava ser feita. Era como
uma grande orquestra onde todos os instrumentos eram igualmente importantes e todos
os instrumentistas igualmente necessários para que houvesse uma perfeita sinfonia.
Acredito que naquele momento o Maestro Todo Poderoso que regia-nos estava tão
orgulhoso quanto um pai ao ver seu filho desempenhar uma ação fabulosa. Lembrei-me
da Escritura que diz: “Da multidão dos que creram, uma era a mente e um o coração.
Ninguém considerava unicamente sua coisa alguma que possuísse, mas compartilhavam
tudo o que tinham” (Atos 4:32).
E nesse clima começamos nosso acampamento, que a cada hora tornava-se mais aprazível
possibilitando-nos o conhecimento uns dos outros e a ajuda mutua.
À noite, sob a luz da brilhante lua cheia, ficamos ao redor da fogueira onde
cantamos ao som do violão, louvando a Deus, contando “causos”, fizemos até sarau
com direito a danças coreografadas com a interação de todo o grupo, aproveitamos
ao máximo o que cada um tinha para dar de si.
Nos momentos que passamos ali, usufruímos das virtudes e talentos que Deus deu a
cada um: A servidão do Wesley, que levou no carro uma “casa portátil” (com tudo o
que precisaríamos); O cuidado da Alessandra e Sabrina, que providenciaram todo o
alimento e cardápio que consumiríamos (ou não, hehehehe); A postura de liderança
do Romilton e David com devocionais e aulas espirituais e do Thiago e Nilson com as
canções de louvor ao nosso Deus; A pescaria do Marcelo e Valdinei, que fizeram à
alegria do Romilton (mesmo com tudo de bom que houve, ele – Romilton – sairia
frustrado se não pescássemos pelo menos um peixe); A ajuda da Tiana e Fernanda, que
sozinhas montaram todas as barracas; A hospitalidade dos pais do Urley (Abinélio e
Fátima), que nos receberam tão alegremente; O zelo do Urley e Lourdes, que estavam
sempre presentes, nos auxiliando; A servidão e ajuda da Núbia, Laryssa e de todas as
mulheres que lavaram todas as louças e limparam o local antes da volta pra casa.
Todos executaram múltiplas funções e tarefas e com cada uma delas glorificavam ao
Criador.
E, além disso tudo, havia o rio, nele passamos horas banhando e relembrando todas as
façanhas desde que nos tornamos discípulos, também as orações em duplas, em todos os
lugares havia duplas de irmãos orando juntos e tendo “tempos espirituais”, estávamos
alegres por podermos aproveitar juntos aqueles momentos: A lua cheia que à noite
prateava o rio, a fartura de comida, havia tanta comida, especialmente pão, que nos
víamos quase obrigados a comer o tempo todo.
E ainda a compaixão que todos sentiam por Rald e Olga que não puderam estar lá por
motivos de doença, pela Karla e Nelce também ausentes, nos levou a decidir que em
breve faremos outro acampamento para que eles também possam se alegrar conosco.
Outro fato que merece ser mencionado, é que embora cada um tivesse ficado responsável
por preparar e servir uma refeição, este jamais conseguiu preparar sozinho, pois
sempre outro irmão se oferecia voluntariamente para ajudar, meu coração jubilava, e
me trazia à mente mais uma Escritura: “Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade,
mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos. Cada um cuide não
somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros” (Fp. 2:3-4).
O propósito inicial do acampamento era aventura, mas depois mudou para a prática da
união e a construção de relacionamentos mais fortes, baseados na Bíblia, imitando o
amor e a dedicação dos primeiros cristãos. Durante estes três dias vimos o quanto
isso nos fortaleceu como irmãos. Agora, depois de voltarmos, não tenho dúvidas do
quanto foi edificante e de como o propósito foi alcançado.
Que toda a glória seja dada ao Senhor dos Senhores. Amém.
(Por Evarista Campos).