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O amor sacrifica
Jorge Bittencourt


O sacrifício é uma das bases do amor. A escritura acima define o amor assim: Jesus nos amou ao dar sua vida por nós e nós amamos os outros ao dar nossas vidas pelos outros. Em João 15:13, Jesus define o amor do mesmo modo: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos”. Dar a vida não significa necessariamente morrer por alguém. Os muçulmanos, por exemplo, são encorajados a morrer em batalha pelo nome de Alá e irem direto ao céu. Dar a vida por alguém significa viver sua vida abrindo mão de coisas preciosas para você em favor de alguém independente do mérito do destinatário. Hoje vamos examinar algumas das coisas preciosas de que Deus abriu mão em favor de cada ser humano.
Romanos 5:8 “Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores.”
Deus sacrificou resultados garantidos, porque o amor pressupõe escolha, e a escolha permite que andemos por caminhos que não nos levam a Deus. Jesus, quando estava aqui na terra, amou todas as pessoas ao seu redor, mas poucas responderam favoravelmente a esse amor. Alguns responderam com calúnias e perseguição. Em tudo isso, Jesus se mostrou resoluto a continuar se dando a todos. O Cristo arriscou não ser correspondido (Mateus 5:43-48). Uma das maiores dores que sentimos é aquela da rejeição, no entanto Jesus sabia, desde o princípio, que, até em seu círculo de amigos pessoais, seria rejeitado. Também sabia que, durante os milênios, seus seguidores tropeçariam e o rejeitariam diversas vezes. Mesmo assim, ele continua nos amando: “se somos infiéis, ele permanece fiel, pois não pode negar-se a si mesmo” (II Timóteo 2:13).

João 1:14 “Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade.”
Deus sacrificou a sua glória ao enviar Cristo à terra. Ele saiu de um reino eterno, atemporal, sem restrições físicas, onde tinha toda a glória reservada ao Pai, e desceu a um mundo caído, regido por leis físicas, e destinado a ser destruído pelo fogo (II Pedro 3:7,10).

Filipenses 2:6 Cristo, “embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se”.
Deus sacrificou sua posição. Temos a tendência de nos apegar a coisas que conquistamos ou que até mesmos tenhamos recebido de presente. Nosso desejo por conforto e insegurança sobre o futuro nos fazem lutar “por aquilo que é nosso”. Cristo, por outro lado, confiou em Deus e sacrificou sua posição. Desceu à terra como ser humano, sujeito a todas as tentações da natureza humana e, mesmo como ser humano, se colocou como escravo de todos. Seu relacionamento com Deus permitia que, no sofrimento, confiasse “sua vida ao seu fiel Criador e pratica[sse] o bem” (I Pedro 4:19). O que dificulta sua servidão às pessoas hoje? Quando Deus o chama a abrir mão de “direitos” seus para que possa servir a ele e aos outros, você se sente inseguro sobre sua capacidade de abençoá-lo? Pense em uma área de sua vida onde abrir mão de privilégios é especialmente difícil. O que você pode fazer para crescer nessa área?

Mateus 11:28-30 “‘Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve’”.
Deus sacrificou sua ira. A Bíblia descreve Deus como um ser que “não fica irado facilmente” Salmo 103:8 , Nova Versão na Linguagem de Hoje). Jesus se auto-descreveu como manso. Manter a calma e demorar a se irar custa perdão, misericórdia e fé. No entanto Jesus pagou todo o preço para ser manso.

Mateus 17:17 “Respondeu Jesus: “‘Ó geração incrédula e perversa, até quando estarei com vocês? Até quando terei que suportá-los? Tragam-me o menino’”.
Deus sacrificou seu tempo. Embora tenha vindo de uma dimensão atemporal, quando chegou à terra, Cristo teve que lidar com a pressão que o tempo e a agenda exercem sobre todos nós. Ele ensinou os seus discípulos pacientemente, vez após vez, repetindo os princípios fundamentais, dando tempo para que aprendessem e tivessem convicção. Em raro momento registrado nos evangelhos, Jesus os repreende por sua dureza de coração demonstrada pela falta de fé, mas continua ensinando-os, passando tempo com eles. Na verdade, em algum momento do seu ministério, possivelmente depois do incidente relatado, Jesus intensifica o ensino dos seus discípulos (João 11:54). Como vemos o nosso tempo? A maneira como o usamos demonstra sacrifício pelas pessoas ou registra a “corrida de rato” atrás de nossas próprias ambições?

I João 2:15 “Não amem o mundo nem o que nele há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.”
Deus sacrificou seu amor ao mundo e ao que nele há. O pecado é prazeroso, e Cristo foi tentado como eu e você somos, mas resistiu (Hebreus 4:15). Embora amasse a Deus e quisesse fazer sua vontade, sofreu violentas tentações, que só conseguiu vencer com “orações e súplicas, em alta voz e com lágrimas” (Hebreus 7:15). Ele sempre teve diante dele sua missão como redentor da minha e da sua alma, e por isso resistiu ao prazer do pecado (Hebreus 11:24-25) para que nós também pudéssemos vencê-lo um dia. Cristo personifica o amor sacrificial de Deus e nos chama a fazer o mesmo uns pelos outros.

Escritura a decorar: I João 3:16.

 
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