O sacrifício é uma das bases do amor. A escritura acima
define o amor assim: Jesus nos amou ao dar sua vida por nós e nós amamos os outros
ao dar nossas vidas pelos outros. Em João 15:13,
Jesus define o amor do mesmo modo:
“Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida
pelos seus amigos”. Dar a
vida não significa necessariamente morrer por alguém. Os muçulmanos, por exemplo, são
encorajados a morrer em batalha pelo nome de Alá e irem direto ao céu. Dar a vida por
alguém significa viver sua vida abrindo mão de coisas preciosas para você em favor de
alguém independente do mérito do destinatário. Hoje vamos examinar algumas das coisas
preciosas de que Deus abriu mão em favor de cada ser humano.
Romanos 5:8 “Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor
quando ainda éramos pecadores.”
Deus sacrificou resultados garantidos, porque o amor pressupõe escolha, e a escolha
permite que andemos por caminhos que não nos levam a Deus. Jesus, quando estava
aqui na terra, amou todas as pessoas ao seu redor, mas poucas responderam
favoravelmente a esse amor. Alguns responderam com calúnias e perseguição.
Em tudo isso, Jesus se mostrou resoluto a continuar se dando a todos. O Cristo
arriscou não ser correspondido (Mateus 5:43-48). Uma das maiores dores que sentimos
é aquela da rejeição, no entanto Jesus sabia, desde o princípio, que, até em seu
círculo de amigos pessoais, seria rejeitado. Também sabia que, durante os milênios,
seus seguidores tropeçariam e o rejeitariam diversas vezes. Mesmo assim, ele continua
nos amando: “se somos infiéis, ele permanece fiel, pois não pode negar-se a si
mesmo” (II Timóteo 2:13).
João 1:14 “Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua
glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade.”
Deus sacrificou a sua glória ao enviar Cristo à terra. Ele saiu de um reino
eterno, atemporal, sem restrições físicas, onde tinha toda a glória reservada
ao Pai, e desceu a um mundo caído, regido por leis físicas, e destinado
a ser destruído pelo fogo (II Pedro 3:7,10).
Filipenses 2:6 Cristo, “embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a
Deus era algo a que devia apegar-se”.
Deus sacrificou sua posição. Temos a tendência de nos apegar a coisas que
conquistamos ou que até mesmos tenhamos recebido de presente. Nosso desejo por
conforto e insegurança sobre o futuro nos fazem lutar “por aquilo que é nosso”.
Cristo, por outro lado, confiou em Deus e sacrificou sua posição. Desceu à terra
como ser humano, sujeito a todas as tentações da natureza humana e, mesmo como ser
humano, se colocou como escravo de todos. Seu relacionamento com Deus permitia que,
no sofrimento, confiasse “sua vida ao seu fiel Criador e pratica[sse] o
bem” (I Pedro 4:19). O que dificulta sua servidão às pessoas hoje? Quando
Deus o chama a abrir mão de “direitos” seus para que possa servir a ele e aos
outros, você se sente inseguro sobre sua capacidade de abençoá-lo? Pense em uma
área de sua vida onde abrir mão de privilégios é especialmente difícil. O que você
pode fazer para crescer nessa área?
Mateus 11:28-30 “‘Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados,
e eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois
sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas.
Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve’”.
Deus sacrificou sua ira. A Bíblia descreve Deus como um ser que “não fica irado
facilmente” Salmo 103:8
, Nova Versão na Linguagem de Hoje). Jesus se auto-descreveu
como manso. Manter a calma e demorar a se irar custa perdão, misericórdia e fé. No
entanto Jesus pagou todo o preço para ser manso.
Mateus 17:17 “Respondeu Jesus: “‘Ó geração incrédula e perversa, até quando estarei
com vocês? Até quando terei que suportá-los? Tragam-me o menino’”.
Deus sacrificou seu tempo. Embora tenha vindo de uma dimensão atemporal,
quando chegou à terra, Cristo teve que lidar com a pressão que o tempo e
a agenda exercem sobre todos nós. Ele ensinou os seus discípulos pacientemente,
vez após vez, repetindo os princípios fundamentais, dando tempo para que aprendessem
e tivessem convicção. Em raro momento registrado nos evangelhos, Jesus os repreende
por sua dureza de coração demonstrada pela falta de fé, mas continua ensinando-os,
passando tempo com eles. Na verdade, em algum momento do seu ministério, possivelmente
depois do incidente relatado, Jesus intensifica o ensino dos seus discípulos
(João 11:54). Como vemos o nosso tempo? A maneira como o usamos demonstra
sacrifício pelas pessoas ou registra a “corrida de rato” atrás de nossas
próprias ambições?
I João 2:15 “Não amem o mundo nem o que nele há. Se alguém ama o mundo, o
amor do Pai não está nele.”
Deus sacrificou seu amor ao mundo e ao que nele há. O pecado é prazeroso, e
Cristo foi tentado como eu e você somos, mas resistiu (Hebreus 4:15).
Embora amasse
a Deus e quisesse fazer sua vontade, sofreu violentas tentações, que só conseguiu
vencer com “orações e súplicas, em alta voz e com lágrimas” (Hebreus 7:15). Ele
sempre teve diante dele sua missão como redentor da minha e da sua alma, e por
isso resistiu ao prazer do pecado (Hebreus 11:24-25)
para que nós também
pudéssemos vencê-lo um dia. Cristo personifica o amor sacrificial de Deus
e nos chama a fazer o mesmo uns pelos outros.
Escritura a decorar: I João 3:16.