Parte I: Princípios fundamentais
I Tessalonicenses 1:3 “Lembramos continuamente, diante de nosso Deus e Pai, o que vocês
têm demonstrado: o trabalho que resulta da fé, o esforço motivado pelo amor e a
perseverança proveniente da esperança em nosso Senhor Jesus Cristo.”
Embora Deus exija obediência como prova de amor a Ele, o alvo maior que Ele deseja para
nossas vidas é obediência motivada pelo amor. No íntimo, o que se deseja em um
relacionamento profundo não é simplesmente obter coisas, mas obter o coração da pessoa
envolvida. O amor é a força mais poderosa para nos motivar. Ao compreender a profundidade
do amor de Deus por nós e como ele age em todas as circunstâncias, inclusive nas
desgraças, para o nosso bem, somos tomados por profunda gratidão e desejamos servi-lo
com todas as forças. Você tem trabalhado para Deus só porque isso é o correto a ser
feito ou com o seu amor motivando-o? Reflita sobre duas características de Deus que
o motiva a servi-lo.
Tito 2:11-12 “Porque a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens. Ela nos
ensina a renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver de maneira sensata, justa
e piedosa nesta era presente, enquanto aguardamos a bendita esperança: a gloriosa
manifestação de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo. Ele se entregou por nós a fim
de nos remir de toda a maldade e purificar para si mesmo um povo particularmente seu,
dedicado à prática de boas obras.”
O mundo evangélico tanto maltratou a graça de Deus que hoje ela é conhecida de modo
“barato”, como se Deus fosse um velhinho caduco que passa a mão na cabeça de todos,
independente de viverem uma vida de arrependimento ou não. A graça verdadeira é poderosa,
ensina disciplina e fornece motivação e poder. Deus é tão certo do poder da sua graça que
separou um povo impuro para ser seu, certo de que seria santificado e purificado por meio
dela. Leia também Romanos 2:4.
I Tessalonicenses 5:8 “Nós, porém, que somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo a couraça
da fé e do amor e o capacete da esperança da salvação.”
O amor protege. Ele nos torna mais fortes, mais seguros, como uma couraça o faz com o
soldado. Ele é um refúgio e nos torna valentes, porque sabemos que, quando falharmos, não
seremos julgados de acordo com nossas falhas. O amor de Deus nos ama incondicionalmente, e
isso nos liberta para vivermos uma vida focalizada nos outros. Da mesma forma, o nosso
amor por outras pessoas permite que sejam sinceras, reais e possam lidar com questões
dolorosas em suas vidas, porque estão seguras de que você as ama incondicionalmente.
Leia também I João 4:17-18.
Lucas 7:36-50 “Convidado por um dos fariseus para jantar, Jesus foi à casa dele e
reclinou-se à mesa. Ao saber que Jesus estava comendo na casa do fariseu, certa mulher
daquela cidade, uma ‘pecadora’, trouxe um frasco de alabastro com perfume, e se colocou
atrás de Jesus, a seus pés. Chorando, começou a molhar-lhe os pés com suas lágrimas. Depois
os enxugou com seus cabelos, beijou-os e os ungiu com o perfume. Ao ver isso, o fariseu
que o havia convidado disse a si mesmo: “Se este homem fosse profeta, saberia quem nele
está tocando e que tipo de mulher ela é: uma ‘pecadora’ ”. Então lhe disse Jesus: “Simão,
tenho algo a lhe dizer”.“Dize, Mestre”, disse ele. ‘Dois homens deviam a certo credor. Um
lhe devia quinhentos denários e o outro, cinqüenta. Nenhum dos dois tinha com que lhe
pagar, por isso perdoou a dívida a ambos. Qual deles o amará mais?’ Simão respondeu:
‘Suponho que aquele a quem foi perdoada a dívida maior’. ‘Você julgou bem’, disse Jesus.
Em seguida, virou-se para a mulher e disse a Simão: ‘Vê esta mulher? Entrei em sua casa,
mas você não me deu água para lavar os pés; ela, porém, molhou os meus pés com suas
lágrimas e os enxugou com seus cabelos. Você não me saudou com um beijo, mas esta mulher,
desde que entrei aqui, não parou de beijar os meus pés. Você não ungiu a minha cabeça com
óleo, mas ela derramou perfume nos meus pés. Portanto, eu lhe digo, os muitos pecados
dela lhe foram perdoados; pois ela amou muito. Mas aquele a quem pouco foi perdoado, pouco
ama’.”
Quem teve mais motivação para amar? Quem se humilhou mais? Quem foi mais vulnerável? O
amor é a única força capaz de conquistar completamente o coração de alguém. A autoridade
produz resultados; a obediência o coloca no caminho certo, mas somente o amor conquista a
alma de alguém.
Você tem deixado Deus conquistar e motivar seu coração por meio do seu amor? Você se parece
mais com aquele a quem foi perdoado 50 ou 500 denários?
Parte II: Apóstolo Paulo
Paulo sempre foi homem zeloso e motivado para fazer o que considerava correto aos
olhos de Deus, no entanto parece ter sido motivado pela ira e por ambições egoístas
(Atos 26:9-11). Foi a graça de Deus para com ele que o tornou o apóstolo do amor e o
motivou a se tornar o homem que mais trabalhou para expandir o conhecimento da graça
de Deus.
II Coríntios 5:13-15 “Se enlouquecemos, é por amor a Deus; se conservamos o juízo, é por
amor a vocês. Pois o amor de Cristo nos constrange, porque estamos convencidos de que
um morreu por todos; logo, todos morreram. E ele morreu por todos para que aqueles que
vivem já não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e
ressuscitou.”
Paulo se adaptou às necessidades das pessoas (I Coríntios 9:19-22) e abdicou de direitos
seus (I Coríntios 9:1-7, 12) para não ser pedra de tropeço a ninguém. Qual a motivação que
Paulo tinha para se tornar “tudo para com todos”? O amor de Cristo na cruz. Paulo era
constrangido por esse amor, e por isso se focalizava no resultado que sua vida deveria
produzir.
Você gasta mais tempo pensando e pedindo pelas coisas que deseja ou focalizado em usar
os dons que Deus lhe deu para servir os outros?
I Coríntios 15:10 “Pois sou o menor dos apóstolos e nem sequer mereço ser chamado apóstolo, porque
persegui a igreja de Deus. Mas, pela graça de Deus, sou o que sou, e sua graça para
comigo não foi inútil; antes, trabalhei mais do que todos eles; contudo, não eu, mas
a graça de Deus comigo.”
A graça nos motiva a trabalhar. Ela nos ajuda a ter uma visão humilde sobre nós mesmos.
Paulo de fato trabalhou mais que os outros apóstolos e sofreu pressão inigualada
(II Coríntios 11:23-29), e o fez por gratidão, com o desejo de ser usado em sua capacidade
máxima para Deus.
O amor não conhece limites. A questão não é fazer mais que fulano ou cicrano, mas superar
os nossos próprios limites, como quem entende que isso é o que Deus espera de nós, é o que
ele gostaria de ver em nós. Leia I Tessalonicenses 4:10 e medite sobre as expectativa de
Paulo pára os já amorosos irmãos de Tessalônica.
Há áreas em sua vida onde você se acomodou? O que precisa fazer para se sentir motivado
a crescer novamente nessas áreas?
Gálatas 2:20 “Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo
vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me
amou e se entregou por mim. Não anulo a graça de Deus”
Paulo se sentia motivado pelo amor de Cristo. A cruz não era algo intangível e impessoal
para ele. A redenção não era um assunto teológico em sua mente, mas a força motivadora
mais poderosa em sua vida. Você reflete freqüentemente sobre seus pecados, a vida que
costumava levar e como Deus salvou a você pessoalmente? Você acha que, se fosse a única
pessoa no mundo, Cristo ainda morreria por sua causa?
Escritura a decorar: Gálatas 2:20.