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O amor que motiva
Jorge Bittencourt


Parte I: Princípios fundamentais
I Tessalonicenses 1:3 “Lembramos continuamente, diante de nosso Deus e Pai, o que vocês têm demonstrado: o trabalho que resulta da fé, o esforço motivado pelo amor e a perseverança proveniente da esperança em nosso Senhor Jesus Cristo.”
Embora Deus exija obediência como prova de amor a Ele, o alvo maior que Ele deseja para nossas vidas é obediência motivada pelo amor. No íntimo, o que se deseja em um relacionamento profundo não é simplesmente obter coisas, mas obter o coração da pessoa envolvida. O amor é a força mais poderosa para nos motivar. Ao compreender a profundidade do amor de Deus por nós e como ele age em todas as circunstâncias, inclusive nas desgraças, para o nosso bem, somos tomados por profunda gratidão e desejamos servi-lo com todas as forças. Você tem trabalhado para Deus só porque isso é o correto a ser feito ou com o seu amor motivando-o? Reflita sobre duas características de Deus que o motiva a servi-lo.
Tito 2:11-12 “Porque a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens. Ela nos ensina a renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver de maneira sensata, justa e piedosa nesta era presente, enquanto aguardamos a bendita esperança: a gloriosa manifestação de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo. Ele se entregou por nós a fim de nos remir de toda a maldade e purificar para si mesmo um povo particularmente seu, dedicado à prática de boas obras.”
O mundo evangélico tanto maltratou a graça de Deus que hoje ela é conhecida de modo “barato”, como se Deus fosse um velhinho caduco que passa a mão na cabeça de todos, independente de viverem uma vida de arrependimento ou não. A graça verdadeira é poderosa, ensina disciplina e fornece motivação e poder. Deus é tão certo do poder da sua graça que separou um povo impuro para ser seu, certo de que seria santificado e purificado por meio dela. Leia também Romanos 2:4.

I Tessalonicenses 5:8 “Nós, porém, que somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo a couraça da fé e do amor e o capacete da esperança da salvação.”
O amor protege. Ele nos torna mais fortes, mais seguros, como uma couraça o faz com o soldado. Ele é um refúgio e nos torna valentes, porque sabemos que, quando falharmos, não seremos julgados de acordo com nossas falhas. O amor de Deus nos ama incondicionalmente, e isso nos liberta para vivermos uma vida focalizada nos outros. Da mesma forma, o nosso amor por outras pessoas permite que sejam sinceras, reais e possam lidar com questões dolorosas em suas vidas, porque estão seguras de que você as ama incondicionalmente. Leia também I João 4:17-18.

Lucas 7:36-50 “Convidado por um dos fariseus para jantar, Jesus foi à casa dele e reclinou-se à mesa. Ao saber que Jesus estava comendo na casa do fariseu, certa mulher daquela cidade, uma ‘pecadora’, trouxe um frasco de alabastro com perfume, e se colocou atrás de Jesus, a seus pés. Chorando, começou a molhar-lhe os pés com suas lágrimas. Depois os enxugou com seus cabelos, beijou-os e os ungiu com o perfume. Ao ver isso, o fariseu que o havia convidado disse a si mesmo: “Se este homem fosse profeta, saberia quem nele está tocando e que tipo de mulher ela é: uma ‘pecadora’ ”. Então lhe disse Jesus: “Simão, tenho algo a lhe dizer”.“Dize, Mestre”, disse ele. ‘Dois homens deviam a certo credor. Um lhe devia quinhentos denários e o outro, cinqüenta. Nenhum dos dois tinha com que lhe pagar, por isso perdoou a dívida a ambos. Qual deles o amará mais?’ Simão respondeu: ‘Suponho que aquele a quem foi perdoada a dívida maior’. ‘Você julgou bem’, disse Jesus. Em seguida, virou-se para a mulher e disse a Simão: ‘Vê esta mulher? Entrei em sua casa, mas você não me deu água para lavar os pés; ela, porém, molhou os meus pés com suas lágrimas e os enxugou com seus cabelos. Você não me saudou com um beijo, mas esta mulher, desde que entrei aqui, não parou de beijar os meus pés. Você não ungiu a minha cabeça com óleo, mas ela derramou perfume nos meus pés. Portanto, eu lhe digo, os muitos pecados dela lhe foram perdoados; pois ela amou muito. Mas aquele a quem pouco foi perdoado, pouco ama’.”
Quem teve mais motivação para amar? Quem se humilhou mais? Quem foi mais vulnerável? O amor é a única força capaz de conquistar completamente o coração de alguém. A autoridade produz resultados; a obediência o coloca no caminho certo, mas somente o amor conquista a alma de alguém. Você tem deixado Deus conquistar e motivar seu coração por meio do seu amor? Você se parece mais com aquele a quem foi perdoado 50 ou 500 denários?

Parte II: Apóstolo Paulo
Paulo sempre foi homem zeloso e motivado para fazer o que considerava correto aos olhos de Deus, no entanto parece ter sido motivado pela ira e por ambições egoístas (Atos 26:9-11). Foi a graça de Deus para com ele que o tornou o apóstolo do amor e o motivou a se tornar o homem que mais trabalhou para expandir o conhecimento da graça de Deus.
II Coríntios 5:13-15 “Se enlouquecemos, é por amor a Deus; se conservamos o juízo, é por amor a vocês. Pois o amor de Cristo nos constrange, porque estamos convencidos de que um morreu por todos; logo, todos morreram. E ele morreu por todos para que aqueles que vivem já não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.”
Paulo se adaptou às necessidades das pessoas (I Coríntios 9:19-22) e abdicou de direitos seus (I Coríntios 9:1-7, 12) para não ser pedra de tropeço a ninguém. Qual a motivação que Paulo tinha para se tornar “tudo para com todos”? O amor de Cristo na cruz. Paulo era constrangido por esse amor, e por isso se focalizava no resultado que sua vida deveria produzir. Você gasta mais tempo pensando e pedindo pelas coisas que deseja ou focalizado em usar os dons que Deus lhe deu para servir os outros?
I Coríntios 15:10 “Pois sou o menor dos apóstolos e nem sequer mereço ser chamado apóstolo, porque persegui a igreja de Deus. Mas, pela graça de Deus, sou o que sou, e sua graça para comigo não foi inútil; antes, trabalhei mais do que todos eles; contudo, não eu, mas a graça de Deus comigo.”
A graça nos motiva a trabalhar. Ela nos ajuda a ter uma visão humilde sobre nós mesmos. Paulo de fato trabalhou mais que os outros apóstolos e sofreu pressão inigualada (II Coríntios 11:23-29), e o fez por gratidão, com o desejo de ser usado em sua capacidade máxima para Deus. O amor não conhece limites. A questão não é fazer mais que fulano ou cicrano, mas superar os nossos próprios limites, como quem entende que isso é o que Deus espera de nós, é o que ele gostaria de ver em nós. Leia I Tessalonicenses 4:10 e medite sobre as expectativa de Paulo pára os já amorosos irmãos de Tessalônica. Há áreas em sua vida onde você se acomodou? O que precisa fazer para se sentir motivado a crescer novamente nessas áreas?
Gálatas 2:20 “Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim. Não anulo a graça de Deus”
Paulo se sentia motivado pelo amor de Cristo. A cruz não era algo intangível e impessoal para ele. A redenção não era um assunto teológico em sua mente, mas a força motivadora mais poderosa em sua vida. Você reflete freqüentemente sobre seus pecados, a vida que costumava levar e como Deus salvou a você pessoalmente? Você acha que, se fosse a única pessoa no mundo, Cristo ainda morreria por sua causa?
Escritura a decorar: Gálatas 2:20.




 
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