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O profeta Jonas - Parte II
Urley Luca

Cap. 03 - Jonas e Nínive

Vs. 4 – 10

Alguns pontos interessantes:

 - Jonas não prega o que estava no seu coração e sim o que Deus havia – lhe mandado dizer.

- Deus não pede arrependimento a Nínive. Ele anuncia destruição.

- Ao contrário de Jonas, o povo de Nínive não conhecia profundamente a Deus, mas teve temor e demonstrou humildade diante Dele, o Povo agiu pela fé de que Deus os perdoasse. ("Mateus 23:12 “Pois quem a si mesmo se exaltar será humilhado, e quem a si mesmo se humilhar será exaltado.” )
A palavra foi "pregada" por um homem que certamente não tinha no seu coração aquilo que estava dizendo. Podemos imaginar Jonas entrando na grande cidade, olhando com receio para os lados, esperando a qualquer momento ser reconhecido como judeu (estrangeiro) e atacado. Talvez, naquele momento, somente seu medo excedia seu ódio por aquele povo. Percorrendo a grande cidade, ele tomou coragem e começou a anunciar: “quarenta dias, e Nínive será destruída”.
Quem imaginaria que os impiedosos de Nínive poderiam se sujeitar a mensagem de Deus por meio de Jonas , reconhecendo que havia um Deus Todo poderoso?
Isto pode ser aplicado a nossa época, pois existem pessoas que estão sedentas por um aviso de Deus, pois sabem no íntimo que alguma coisa lhes falta ou está errada. Cabe a nós, irmos e anunciar as boas novas. ( "Romanos 10:17")

• Quem, ou o que é a Nínive que te deixa covarde para anunciar o evangelho?
Se Jonas não tivesse anunciado, eles não teriam mudado e se humilhado diante de Deus. É impressionante como Deus usou uma pessoa que não tinha no seu coração vontade alguma de fazer o que lhe foi mandado. Isto nos mostra o quanto à obediência é mais importante para Deus do que própria motivação ou o sentimento com que fazemos (Filipenses 1:12-18 ).

Geralmente somos tentados e seduzidos a não fazermos algo porque não estamos com motivação pura ou tendo o desejo sincero. E de fato isto nos faz sentir muito mal, pois no íntimo queremos ter um coração segundo o coração de Deus, mas não devemos nos apegar a motivação, mas sim a obediência, aos seus mandamentos, pois é Deus quem molda nossos corações segundo a Sua vontade. É por isso que o Apostolo João diz que amar a Deus é obedecer a seus mandamentos. (1 João 5:3)
Uma das coisas que mais deixava Jesus admirado era a fé das pessoas. Jesus curava e perdoava os pecados das pessoas por causa da fé delas (Mateus 9:27-30 / Marcos 2:5) e Deus salvou o povo de Nínive por causa da fé e humildade deles.
A atitude do Rei de Nínive pode nos servir como um grande exemplo de fé, pois mesmo sem saber se Deus iria perdoar, ele e seu povo se humilharam, na esperança (Hebreus 11:1) de que Deus pudesse abandonar sua ira e não destruí-los. Ele e seu povo agiram genuinamente pela fé e acreditaram que Deus de alguma forma poderia perdoá-los.
Talvez hoje você tenha esquecido de que é pecador e começa a se comparar com outros cristãos e/ou descrentes. Em Lucas 18:9-14, Jesus orienta os discípulos sobre a oração, porque alguns estavam confiando em si mesmos.
• Você se considera Pobre de Espírito ou só sabe o que é ser? (Mateus 5:3)
Há uma grande diferença em saber e ser, a pergunta é sutil, mas revela muito do nosso coração. Será que somos miseráveis que precisamos de misericórdia e amor, ou simplesmente pessoas que levam a vida sem ter o pé no chão, vivendo como se fossemos pessoas boas para Deus.
Podemos observar que os assírios para demonstrarem o reconhecimento de seus pecados e arrependimento, vestem - se de panos de sacos. Em muitos outros trechos do Antigo Testamento vemos exemplos de pessoas fazendo o mesmo para demonstrar seu arrependimento. Hoje não existem ordens exigindo o uso de pano de saco ou cinzas na cabeça, mas a mudança (arrependimento) é exigida por Deus e deve ser demonstrada no nosso comportamento. Como isto poderia ser tornar superficial, a ponto de não ser sincero, o profeta Isaías já havia advertido sobre o perigo de usar atos externos de maneira falsa (Isaías 58:1-10 ).
Em Jonas 3:10, vemos que o que salva é a misericórdia de Deus e não o nosso arrependimento. O arrependimento é um pré-requisito para a salvação (Atos 2:37-38), mas jamais será ele que nos salvará. Se Deus não tivesse misericórdia e nos concedido sua graça, poderíamos nos arrepender e mudar da ”água pro vinho” que não adiantaria nada (Romanos 3:23-24).




 
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