1. Ciência na Bíblia
A Bíblia não foi escrita como um livro científico, mas com uma abordagem fenomenológica. Ela descreve os fenômenos físicos somente em sua aparência e não como realmente são. Por exemplo, ela diz que o sol "surge", embora saibamos cientificamente que é a rotação da Terra ao redor do sol que nos dá essa impressão. Porém, do ponto de vista humano, o sol de fato surge. E é desse modo que a Bíblia registra o fenômeno. O objetivo da Bíblia não é ensinar ciência, mas comunicar verdades espirituais. É com essa visão que ela deve ser lida.
Mesmo assim, quando a Bíblia se refere a fenômenos científicos, é extremamente precisa.
Em Amós 5:8 e Jó 36:27, o ciclo de evaporação e precipitação da água é acuradamente descrito.
De Gênesis a Deuteronômio, muitos princípios médicos são incluídos entre as leis higiénicas dos
israelitas – princípios que só passaram a ser compreendidos nos últimos 100 anos! A circuncisão,
por exemplo (Gênesis 17:10), reduz o risco de câncer no pênis, e o fator de coagulação do sangue
é maior no oitavo dia do que no sétimo e, curiosamente, no nono (Gênesis 17:12)! Princípios genéticos
podem explicar o experimento de Jacó com as crias de Labão em Gênesis 30:37-43. O livro de Gênesis contém
outras suposições científicas que têm sido comprovadas pela ciência moderna. Alguns exemplos:
· Um começo. Até os meados de 1960 muitos cientistas acreditavam que o universo sempre existira.
Trabalhos de astrônomos mostraram que tudo começou com um "Big Bang" em um ponto definido no tempo,
como Gênesis afirma.
· As condições originais da Terra não permitiam a existência de vida. Deus teve de criar as condições certas – o que vemos em Gênesis.
· A progressão ordenada da criação. Deus iniciou com os pequenos e simples e foi crescendo em complexidade a partir dali.
· A "semente" das mulheres. Gênesis 3:15 fala a respeito disso. As civilizações antigas não acreditavam que as mulheres produziam gametas, mas apenas ofereciam um ambiente propício para o gameta do homem se desenvolver. Há cerca de 100 anos foi provado que as mulheres de fato produzem óvulos (sementes).
· As dimensões específicas da arca. As dimensões físicas da arca descritas na Bíblia satisfazem as especificações navais modernas! Já os relatos de outras civilizações acerca do dilúvio não possuem tal acurácia.
A precisão da Bíblia em questões científicas é impressionante quando comparada a outros livros como o Qur'an, que afirma que o sol e as estrelas se movem ao redor da Terra (21:33), que pedaços do céu caem, com consequência fatal e que estrelas armadas protegem as galáxias de espíritos maus.
Obviamente, os milagres descritos na Bíblia violam as leis "científicas", como nós as entendemos.
E é por isso mesmo que são chamados de milagres! No entanto, um sistema científico fechado,
que não permite qualquer evento que não possa ser explicado por suas próprias leis,
é um sistema incompleto. Por exemplo, a física Newtoniana oferece detalhadas explicações
sobre grandes objetos que se movem a velocidades baixas, mas não é válida para corpos pequenos
movimentado-se a altas velocidades, que fazem parte dos domínios da mecânica quântica e da
relatividade. Dizer que Deus, o criador das leis físicas, não pode decidir sobre essas leis,
é uma atitude arrogante que vai contra o cerne da história da ciência. Descobertas científicas
sempre proporcionam o entendimento de fatos ou situações anteriormente não compreendidos.
Dessa forma, o "milagre" de ontem é a tecnologia de hoje (satélites, aviões, internet, telefones, etc).
Um ponto do Antigo Testamento que parece ir contra a ciência moderna é a incrível longevidade das pessoas antes do dilúvio (Gênesis 1-5), pois para alguns casos a vida durava quase um milénio! Entretanto, pode-se argumentar que as condições da Terra para uma vida longa eram ideais naquela época, com o virtual desconhecimento de doenças, e um mundo perfeito em estado não degradado. É perfeitamente possível que o pecado e as preocupações do homem afetaram sua composição genética e, assim, sua longevidade, e que o dilúvio tenha introduzido enormes mudanças ecológicas que reduziram grandemente a expectativa de vida do homem. Avanços da medicina moderna ainda não permitiram a compreensão de muitos dos segredos da vida; talvez, em alguns séculos, as idades "bíblicas" voltem a ser comuns, e as pessoas não mais duvidarão dos registros da Bíblia sobre isso.
2. Evolução e o registro arqueológico
Charles Darwin popularizou a teoria da evolução propondo um mecanismo segundo o qual
a natureza escolheria espécimes superiores mutantes para sobreviver em maior número que
os demais e, então, esses espalhariam sua herança genética e uma nova e modificada
espécie surgiria. Apesar de haver muitas evidências de que os organismos se adaptam
ao seu meio ambiente e mudam ao longo do tempo, praticamente não há evidências de que
seres unicelulares se desenvolveram por meio da seleção natural até alcançarem as formas
complexas de vida que hoje conhecemos. De fato, ao resumir a polêmica ao redor da teoria
de Darwin, D. J. Tice (Ambassador magazine, outubro de 1996) observou: "O registro fóssil
não mostra uma mudança gradual e constante nos organismos; mostra espécies que permaneceram
quase exatamente as mesmas ao longo de suas existências, geralmente ao longo de milhões de
anos, e mostra novas formas de características muito distintas – óvulos, fetos, baleias e
golfinhos, insetos, plantas que dão flores e muitas outras – aparecendo subitamente,
totalmente constituídas, com poucas e preciosas 'formas de transição' que possam sugerir
o tipo de desenvolvimento lento e constante que o darwinismo prevê."
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