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Estudo 3: A RESSURREIÇÃO
Mark Templer (tradução livre)

Nesse estudo examinaremos evidências lógicas que comprovam a veracidade do cristianismo. Nele ignoraremos o fato de o Novo Testamento ser um conjunto de livros de Deus. Em vez disso, o aceitaremos somente como livros históricos, escritos entre 20 e 60 anos após a morte de Jesus. Existem mais de 40.000 manuscritos antigos do Novo Testamento que são datados do período 50-95 d.C. Versículos históricos, como Lucas 3:1, e outros, foram comprovados arqueologicamente. Mesmo que se considere a Bíblia uma mentira, ou uma lenda, sabemos que ela abrange um período real de tempo, quando se refere à vida de Jesus Cristo.

1. A Base do Cristianismo: a Ressurreição
I Coríntios 15:12-19. O que as escrituras dizem a respeito da ressurreição? (Sem esse fato, nossa fé é inútil, e ainda estamos perdidos como pecadores). Sem a ressurreição o cristianismo não teria nenhuma razão de existir, pois ele não se trata de uma filosofia, mas de uma religião baseada nesse acontecimento histórico.

2. A Previsão: Senhor, Mentiroso, ou Lunático?
João 2:18-22. Jesus previu claramente sua ressurreição no terceiro dia. Mas eles pensaram que ele estava falando a respeito do templo físico.
Mateus 26:59-61. No julgamento, os inimigos de Jesus se referiram a essa previsão dos "três dias", o que deixa claro que ela devia ser bem conhecida entre as pessoas (Mateus 16:21).
Mateus 27:61-66. A profecia de Jesus a respeito da sua ressurreição era tão conhecida que os fariseus julgaram necessário pedir a Pilatos que soldados vigiassem seu túmulo. Maria viu onde ele havia sido enterrado (v.61). O túmulo tinha uma grande rocha tampando sua entrada.
Diante desses fatos históricos, somos chamados a uma decisão a respeito de Jesus: se ele não ressuscitou, ou foi um mentiroso, caso tenha tido consciência de que sua profecia a respeito da ressurreição nunca se concretizaria, ou um lunático, caso acreditasse veementemente que ressuscitaria. No entanto, caso de fato tenha ressuscitado, fato amplamente respaldado pelos registros históricos do Novo Testamento, ele é Senhor, pois realizou um milagre inigualável.

3. Sua Morte
João 19:31-34 Jesus foi torturado de várias maneiras na cruz. Alguns filósofos alemães sugeriram, no século XIX, que ele não teria morrido. No entanto, historicamente, ninguém jamais sobreviveu a uma crucificação como a que Bíblia descreve. Além disso, vemos que os soldados se certificaram da morte de Jesus, inclusive ferindo-o com uma lança para não haver nenhuma dúvida. Esses soldados eram assassinos profissionais e sabiam discernir quando alguém havia morrido. A água e o sangue (v. 34) são evidências médicas de que o pericárdio (membrana envoltória do coração) encheu-se de água após o seu coração ter se rompido, comprovando, assim, a sua morte.
A única opção que não resta é a de que Jesus foi apenas um bom mestre, um homem com boas morais e ensinamentos, comparados a outros mestres de outras épocas, como Ghandi.

4. O Túmulo Vazio
Mateus 28:11-15. Em que ponto a respeito da ressurreição de Jesus os judeus e os cristãos concordam? Em que o corpo de Jesus desapareceu do local: ou foi roubado pelos discípulos ou por alguém que não era do grupo de discípulos.
Mateus 26:56, 69-75 Os discípulos ficaram com medo quando Jesus foi preso –todos eles fugiram. Notemos, também, como Pedro o negou.

5. O Corpo Roubado
Talvez alguém que não fosse do grupo dos discípulos tivesse roubado o corpo, e os discípulos, por causa de um imenso desejo de ver a profecia se cumprir, passaram a ter alucinações. Poderíamos, dessa forma, crer que os seus escritos, que formaram o Novo Testamento, são honestos, porém ingênuos e falsos.
Lucas 24:36-43 Alucinações não comem peixe. Aquilo não era uma alucinação. Se o corpo foi roubado, isso teria de ter sido feito pelos próprios discípulos, pois ninguém mais teria interesse na ressurreição de Jesus. No entanto, é bom nos perguntarmos por quais razões as pessoas mentem. Geralmente, para livrarem-se de problemas, conseguirem dinheiro, obterem boa reputação, etc. Dificilmente mente-se para arranjar problemas. Vamos examinar melhor o estilo de vida desses supostos "ladrões de túmulos".
Atos 4:3; 12-13 O Pedro que costumava ser um homem medroso está corajosamente anunciando para as pessoas que o prenderam que só há um caminho para alcançar Deus (v. 12)! Ele e João foram reconhecidos por sua coragem (v. 13), apesar de serem homens comuns. Alguma coisa os havia transformado.
I Coríntios 4:8-13 Esse foi o estilo de vida dos apóstolos: fome, dor e trabalho duro. João morreu no exílio na ilha de Pátmos, depois de ser torturado. Todos os outros discípulos também morreram como mártires, na pobreza, depois de pregarem o Evangelho durante toda a vida.
Será que as pessoas vivem e morrem, na pobreza e no sofrimento, pregando o amor, tudo por uma mentira? Não teriam eles desistido de mentir, já que isso lhes custava tanto?
I Coríntios 15:3-8 Houve muitas testemunhas da ressurreição. Pelo menos 500 pessoas viram Jesus vivo após sua morte (v. 6). Por que Paulo mentiria a respeito disso? Seria mais fácil dizer que apenas um pequeno grupo o teria visto, em privacidade. Mas, ao dizer que 500 pessoas viram Jesus, Paulo fica exposto a uma comprovação. Ele disse isso por ser essa a verdade!

Conclusão
O mais importante para entendermos é que Jesus morreu pelos nossos pecados. Suponha que eu bata em você e então lhe compre um sorvete. Estaríamos quites? NÃO!! Da mesma forma, boas ações não podem pagar por nossos pecados. Não podemos bater na face de Deus com nossos pecados e, depois, como que lhe comprando um sorvete, ajudar um necessitado. Nós precisamos de um salvador (v.3).
A evidência da ressurreição é irrefutável. Os seguidores de Jesus viveram e morreram não por uma filosofia, mas por um acontecimento histórico. Eles não morreram por uma mentira. E essa é a verdade.

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