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O amor é bondoso
Jorge Bittencourt

I Coríntios 13:4 “O amor é paciente, o amor é bondoso.” O coração amoroso deseja o bem aos outros. O que é o bem? Há algumas coisas que, por definição, são boas a todas as pessoas: um relacionamento com Deus, paz, alegria, etc. No entanto, em muitas situações, o que é bom para um pode não ser bom para outro. Jesus deixou esse princípio claro na regra de ouro: “Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam; pois esta é a Lei e os Profetas.” (Mateus 7:12). Todos querem o bem para si mesmos (Efésios 5:29). Assim, para cumprimos o princípio da Lei e dos Profetas, devemos querer o bem para os outros. Isso não significa que devemos fazer ou dar aos outros exatamente as mesmas coisas que gostaríamos que fizessem ou dessem a nós: devemos fazer e dar aos outros o bem que desejamos para nós mesmos. Para isso, precisamos de envolvimento com as pessoas, para descobrirmos o que é importante para ela ou ele, e quais necessidades existentes na vida daquela pessoa poderiam ser endereçadas por nós.
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O amor sacrifica
Jorge Bittencourt

I João 3:16 “Nisto conhecemos o que é o amor: Jesus Cristo deu a sua vida por nós, e devemos dar a nossa vida por nossos irmãos.” O sacrifício é uma das bases do amor. A escritura acima define o amor assim: Jesus nos amou ao dar sua vida por nós e nós amamos os outros ao dar nossas vidas pelos outros. Em João 15:13, Jesus define o amor do mesmo modo: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos”. Dar a vida não significa necessariamente morrer por alguém. Os muçulmanos, por exemplo, são encorajados a morrer em batalha pelo nome de Alá e irem direto ao céu. Dar a vida por alguém significa viver sua vida abrindo mão de coisas preciosas para você em favor de alguém independente do mérito do destinatário. Hoje vamos examinar algumas das coisas preciosas de que Deus abriu mão em favor de cada ser humano.
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O amor é sincero
Jorge Bittencourt

II Tessalonicenses 2:10-12 “Ele [o perverso] fará uso de todas as formas de engano da injustiça para os que estão perecendo, porquanto rejeitaram o amor à verdade que os poderia salvar. Por essa razão Deus lhes envia um poder sedutor, a fim de que creiam na mentira, e sejam condenados todos os que não creram na verdade, mas tiveram prazer na injustiça.” A sinceridade é uma das bases do amor, porque o amor verdadeiro se baseia apenas naquilo que é verdadeiro e real. Um dos significados da palavra, de acordo com o dicionário Aurélio, é “quem se mostra disposto a reconhecer a verdade”. A única chance de mudarmos nossos caminhos e nos tornar mais parecidos com Deus é reconhecer nossos pecados de maneira sincera. No entanto, esse processo é doloroso, pois nos faz ver coisas em nossa natureza humana que não são agradáveis. Por essa razão somos chamados a amar a verdade, ou seja, a sermos sinceros. O amor à verdade nos protege das armadilhas de Satanás, “que engana o mundo todo” (Apocalipse 12:9). Se amarmos nossas próprias opiniões e ego mais que a verdade, não teremos força para enfrentar suas armadilhas. Há pecados ou situações em sua vida que você tem consistentemente evitado? Quais as razões que têm levado você a não lidar com essas questões? Você ama a correção? Obviamente, é difícil ser corrigido, especialmente quando isso não é feito com espírito de amor, mas em última instância a nossa resposta a correções depende do nosso amor à verdade. Lembre-se que “quem fere por amor mostra lealdade, mas o inimigo multiplica beijos” (Provérbios 27:6).
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O amor não se frusta
Jorge Bittencourt

Mateus 23:37-39 “Jerusalém, Jerusalém, você, que mata os profetas e apedreja os que lhe são enviados! Quantas vezes eu quis reunir os seus filhos, como a galinha reúne os seus pintinhos debaixo das suas asas, mas vocês não quiseram. Eis que a casa de vocês ficará deserta. Pois eu lhes digo que vocês não me verão mais, até que digam: ‘Bendito é o que vem em nome do Senhor’.” “Estou tão frustrado com você!” Alguém já falou algo assim para você? Você se sentiu machucado? Nenhum de nós gosta que outras pessoas se frustrem conosco e tampouco gostamos de ficar frustrados. Talvez não entendamos a falta de espiritualidade que existe por trás de comentários como esses. O dicionário define “frustração” como “não ter o resultado que se esperava; não sair como se pretendia; malograr-se; falhar”. Observe que todas as definições do termo têm conotação negativa e certamente não são características desejáveis no coração de discípulos de Jesus Cristo. Em essência, frustração revela egoísmo. Quando vemos uma pessoa que não está vivendo de acordo com seu potencial, ou sentimos preocupação com ela, ou frustração. A primeira emoção demonstra que estamos mais focalizados na dor de outra pessoa, enquanto que a segunda revela que estamos mais focalizados na nossa própria dor. Jesus viveu sua vida preocupado com a dor dos outros. Na passagem acima, Jesus certamente estava sentindo dor, mas seria a dor da rejeição ou a preocupação com o destino eterno daquelas pessoas que o rejeitavam? A próxima passagem revela melhor a natureza da dor que ele sentiu naquele momento. 
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Aniversário de 10 anos da Igreja
ICIBSB


O amor é humilde
Jorge Bittencourt

I Coríntios 13:4-5 “O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor.” O que significa ser humilde? A palavra no grego é tapeinos e significa abaixar, reduzir a nível plano, receber posição menor, ser menos recompensado e honrado que outras pessoas, ter opinião modesta de si mesmo, comportar-se sem presunção ou vaidade, viver de maneira simples. Uma maneira ainda melhor de entender o que significa humildade é estudar o caráter de Deus e de Jesus, já que as escrituras definem os dois como humildes. O exemplo de Jesus nos ensina sobre humildade. Zacarias profetizou que o Messias seria humilde (Zacarias 9:9); Jesus se auto-declarou humilde (Mateus 11:29); os discípulos de Jesus reconheceram nele o caráter profetizado do Messias (Mateus 21:4-5). Como Jesus demonstrou humildade? Descendo dos céus e sendo reduzido ao nível plano da terra (Filipenses 2:5-7); recebendo posição menor que a que possuía antes (II Coríntios 8:9); sendo menos recompensado e honrado que outras pessoas (João 15:20, Hebreus 12:2); tendo opinião modesta de si mesmo (João 5:30, 7:16); comportando-se sem presunção ou vaidade (João 8:50) e vivendo de maneira simples (Lucas 9:58).
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O amor obedece
Jorge Bittencourt

No último discurso de Jesus, os discípulos ficaram aflitos quando entenderam que Jesus estaria deixando-os. No capítulo 14 de João, Jesus busca consolá-los e ajudá-los a entenderem como poderiam chegar até o Pai, onde Jesus estaria (João 14:1-4). Jesus continua afirmando que o caminho para o Pai é seguir os seus passos (14:5-6) e que ele servirá de intermediador para os discípulos, capacitando-os, em seu nome, a fazerem coisas ainda maiores (14:7-14). Nos próximos versículos do capítulo, Jesus anuncia um grande segredo sobre o coração de Deus. Quem seriam então aqueles que fariam coisas ainda maiores? Aqueles que amassem o Pai, e que demonstrassem seu amor por meio da obediência. Gary Chapman escreveu, há alguns anos, um livro chamado “As cinco linguagens do amor”. Nele, ele descreve como pessoas diferentes se sentem amadas de diferentes maneiras e lista as cinco linguagens de amor que ele acredita serem as mais populares entre os casais (palavras de afirmação, tempo de qualidade, presentes, atos de serviço e toque físico). Se alguém escrevesse um livro sobre as linguagens de amor de Deus, certamente incluiria obediência como uma das mais importantes.
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